Com incremento de 147% ano sobre ano os lucros aumentaram 9% para 1005 milhões de euros

No primeiro semestre de 2019, o portfólio de ativos operacionais da EDPR aumentou 720 MW para 11,8 GW em 11 países

A EDP Renováveis, líder mundial no setor das energias renováveis, e uma das maiores produtoras de energia eólica do mundo, anunciou em 30/6, que a empresa gerenciava uma carteira de ativos em operação de 11,8 GW, com idade média de 8 anos, em 11 países, dos quais 11,4 GW consolidados e 371 MW em equivalência patrimonial. Nos últimos 12 meses, a carteira da EDPR aumentou 720 MW: 318 MW na América do Norte, 266 MW na Europa e 137 MW no Brasil. Em 30 de junho de 2019, a empresa contava com 1,3 GW em construção, destes 993 MW correspondiam a projetos onshore e 330 MW de participações de capital em projetos offshore e flutuante.

Entre janeiro e junho de 2019, a EDPR forneceu 16,2 TWh de energia limpa (+5% ano sobre ano), reduzindo em 11 milhões de toneladas a emissões de CO2. A evolução ano sobre ano foi afetada pela baixa média de geração dos ativos eólicos, mas compensados com os aumentos de capacidade nos últimos 12 meses (+680 EBITDA MW). O preço médio de venda teve um incremento de 5% ano sobre ano, impulsionado pela recuperação de preços na Europa ocidental e por preços mais altos obtidos na Espanha e EUA, além de uma taxa cambial favorável.

Resultados operacionais

Como resultado de uma menor produção eólica (-1pp; -€28 milhões ano sobre ano), maior capacidade (+6% média MW; +€71 milhões ano sobre ano), de um preço de venda médio mais elevado (+5%; +€29 milhões ano sobre ano), impacto positivo dos efeitos cambiais (+€27 milhões interanual) e o término das estruturas fiscais de capital específicas dos PTCs a 10 anos (-€ 22 milhões interanual), os lucros foram de € 1005 milhões (+9%ano sobre ano).

Outras receitas operacionais somaram € 253 milhões (+ € 198 milhões ao ano), com uma evolução ano sobre ano que reflete os ganhos obtidos por meio da alienação de uma carteira de 997 MW, anunciada em 19 de abril. Já os custos operacionais foram de € 297 milhões (+1% quando comparado com o ano anterior) e exclui € 23 milhões da aplicação de IFRS16 (rendas e locações).

Com isso, o EBITDA foi de € 961 milhões (+40% ano sobre ano) e o EBIT chegou a € 667 milhões (vs € 427 milhões no 1.º semestre de 2018), com o IFRS16, aumento da depreciações de € 17 milhões no mesmo período. Os encargos financeiros líquidos chegaram a € 189 milhões (+€ 56 milhões vs. 1.º semestre de 2018) com a comparação com o mesmo período de 2018, afetada pelos ganhos de € 15 milhões contabilizados no 1.º trimestre de 2018 da alienação de uma participação em um projeto offshore no Reino Unido e por € 14 milhões relacionado as novas locações do abrigo do IFRS16 no 1.º semestre de 2019, juntamente com uma dívida média superior.

Os resultados líquidos entre janeiro e junho somaram 343 milhões de euros (+147 ano sobre ano). No período, os ativos que a companhia não tem controle acionário chegaram a € 91 milhões, diminuindo € 10 milhões ano sobre ano o resultado, com uma performance operacional ao nível dos parques eólicos.

A dívida líquida totalizou € 3728 milhões (+€ 668 milhões vs dezembro de 2018) no período, refletindo, por um lado, os ingressos gerados pelos ativos e, por outro, os investimentos feitos no período, além da conversão da taxa cambial. As despesas com parcerias institucionais somaram € 1178 milhões, refletindo os benefícios captados pelos projetos e parceiros de «tax equity» (-8% vs. dezembro de 2018 em USD).

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