Resultados líquidos de €255m com a empresa seguindo de forma bem sucedida e com a execução do seu Plano de Negócios

• Durante o primeiro semestre de 2020, o portfólio de ativos operacionais da EDPR era de 11,4 GW nos 11 países onde atua e 2,3 GW em construção
• A receitas chegaram aos €913m (-9% ano sobre ano) incluindo alienações
• O EBITDA chegou aos €793m (-18% ano sobre ano)

A EDP Renováveis (Euronext: EDPR), líder mundial no setor das energias renováveis, e uma das maiores produtoras de energia eólica do mundo, anunciou hoje que, em 30 de junho, gerenciava uma carteira de ativos em operação com 11,4 GW, com uma média de idade de 9 anos, em 11 países diferentes. Desses empreendimentos, 10,9 GW estavam totalmente consolidados e 550 MW estavam pelo método de equivalência patrimonial (Espanha e EUA).

Nos últimos 12 meses, a empresa gerou um total 986 MW, incluindo uma participação de 50% em um portfólio solar de 278 MW nos Estados Unidos. Durante esse período, a EDPR finalizou sell-downs no valor de 1,3 GW e se desfez de 18 MW na Espanha. No geral, em junho de 2020, a variação líquida do portfólio consolidado ano sobre ano da EDPR era negativa em 326 MW.

No período, e seguindo a sua estratégia de sell-down, a companhia concluiu com êxito a alienação integral da sua participação no parque eólico Babilónia com 137 MW no Brasil, assim como foi anunciado em julho de 2019. Em junho de 2020, a EDPR tinha 2,3 GW de capacidade nova em construção, dos quais 1800 MW estavam relacionados com energia eólica onshore, 200 MW com solar fotovoltaico e 330 MW com participações de capital em projetos offshore.

Entre janeiro e junho de 2020, a empresa produziu ainda 14,7 TWh de energia limpa (-9% ano sobre ano), evitando a libertação de 10 milhões de toneladas de emissões de CO2. A evolução ano sobre ano vem acompanhada de uma capacidade instalada inferior, no seguimento da estratégia de sell-down da EDPR (3.º trimestre 2019: 997 MW de ativos na Europa (-1.2 TWh ano sobre ano): 1trimestre 2020 137 MW no Brasil (-287 GWh ano sobre ano).

Rui Teixeira, CEO interino da EDP Renováveis, afirmou: «Estes resultados refletem bases sólidas e a implementação do plano estratégico está adiantada, quer em termos de metas de capacidade global, quer em alienações. Somos hoje uma empresa pujante, que consegue enfrentar os desafios que o mercado nos apresenta».

Com relação aos resultados financeiros, as receitas diminuíram para os €913m (-9% ano sobre ano), em que o impacto da capacidade em MW (-€79m ano sobre ano incluindo transações de sell-down) e recursos eólicos (-€52m ano sobre ano) não foi compensado pelo aumento dos preços de venda (+€22m ano sobre ano) juntamente com o impacto positivo da conversão em moeda estrangeira (+€16m ano sobre ano).

As receitas restantes de exploração ficam em €194m (-€59m face ao 1.º semestre de 2019) com a evolução anual que refletiu ganhos (+€219m) relacionados com o sell-down de uma carteira de 997 MW (491 MW líquidos para a EDPR) no 1.º semestre de 2019 juntamente com €145m de ganhos de capital contabilizados no 1.º semestre de 2019 relacionados com transações offshore, designadamente as participações já alienadas à JV offshore com a Engie (aguardando a venda à Windplus (PT) e Mayflower (US) nos termos do acordo assinado em janeiro de 2020).

Os custos de exploração (Opex) totalizaram €309 (+4% ano sobre ano). Em termos comparativos, ajustados pelas alienações (sell-down), custos offshore (cross-charged aos SPVs dos projetos), taxas de serviço, one-offs e FX, o Core Opex por MW médio foi de +3% ano sobre ano dados os custos iniciais para suportar o crescimento esperado para os próximos anos.

O EBITDA totalizou €793m (-18% ano sobre ano) e o EBIT atingiu os €501m (frente aos €671 milhões no 1.º semestre de 2019) com as transações de sell-down que tiveram um impacto positivo de -€16,7m no D&A e parcialmente compensadas com a nova capacidade. Os encargos financeiros líquidos diminuíram para €164m (-€25m face ao 1.º semestre de 2019) com a comparação ano sobre ano a ser afetada pelo custo médio inferior da dívida no mesmo período.

Os resultados líquidos totalizaram €255m (-26% ano sobre ano) principalmente motivados por um EBITDA inferior. No período, os interesses que não controlam ficaram nos €76m, diminuindo €14m ano sobre ano em resultado dos ativos vendidos.

Em junho de 2020, a dívida líquida totalizou €3027m (+€224m frente a dezembro de 2019), refletindo, por um lado, os ingressos gerados pelos ativos e, por outro, os investimentos feitos nesse período e a conversão em moeda estrangeira. As despesas com parcerias institucionais atingiram os €1376m (+€89m frente a dezembro de 2019), refletindo os benefícios captados pelos projetos e parceiros de «tax equity» juntamente com um novo financiamento de capital próprio institucional no período.

À data, a Empresa continua implementando o Plano de Negócios: desde o fechamento do período analisadao, a EDPR concluiu a alienação de duas carteiras de ativos no valor de praticamente 1 bilhão de euros. O primeiro, anunciado em julho, é um parque eólico em terra na Espanha com uma capacidade de produção de 242 MW. O segundo, anunciado em setembto, consiste em uma participação de 80% em ativos de energia eólica e solar situados nos EUA com uma capacidade de produção de 563 MW. Com estes acordos, a EDPR concluiu a alienação de mais de 55% dos 4 mil milhões de euros programados para o período de 2019-2022.

A empresa também continua progredindo com a assinatura de acordos de compra e venda de energia; depois do PPA e CfD anunciados no segundo trimestre de 2020 (o último é um projeto de energia solar nos EUA com uma capacidade de produção de 100 MW) a EDPR já contratou 83% da meta de 7,0 GW de capacidade elétrica e eólica em todo o mundo para o período de 2019-2022.


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