Cenário externo:

1. Controle cambial imposto pela Argentina. Lógico que não vai dar certo. Depois da derrota nas prévias em 11 de agosto para a chapa Alberto Fernandez e Cristina Kirchner, a Argentina desabou. O Peso bateu 62, Merval despencou e as reservas já caíram pelo menos US$13 bn dos supostos US$52 bn, dos quais US$18 bn referem-se a uma linha comercial proveniente dos chineses, que em princípio não poderá ser usada para sustentar a moeda argentina. Net-net o BCRA (Banco Central da Republica da Argentina) deve ter no máximo, estourando, US$22 bn (peanuts) embora muitos acreditem que não chega a US$13bn;

2. Que controles cambiais são esses, meu Deus? Empresas exportadoras após receberem o pagamento de suas exportações devem fechar o cambio no BCRA a uma taxa predeterminada. Sei!!

3. Empresas e bancos precisão de autorização do BCRA para comprar USD (tranquilo!!! SQN);

4. Pessoas físicas não podem comprar mais de US$10,000 por mês;

5. Some-se a isso os juros atuais de 78%, inflação anual batendo 60% e o default seletivo de US$7bn de dívida de curto prazo (15% pagos de acordo com o cronograma, 25% em 3 meses e 40% em 60 meses). Além do CDS de 5 anos ter atingido a máxima de impressionantes 5,507 bps;

6. Enorme risco de corrida bancária na Argentina com a imposição do velho conhecido “Corralito”;

7. Agora, te vira ai, Alberto e Cristina. A bomba estará com vocês em breve.

investir na Argentina, que ja deu calote 8 vezes neste século, se parece com a musica Hotel California do grupo Eagles: “Você pode fazer o check-out, mas nunca poderá sair”

Em tempo, o Brasil, lógico vai sofrer (ah vá!!!). Nossas exportações para los hermanos nos primeiros 6 meses do ano caíram 42%. Um dos motivos de as exportações terem caído 1.6% no 2 tri de 2019 e 2.9% no 1 tri do mesmo ano.

Assistam o vídeo abaixo da Band News:

https://m.youtube.com/watch?feature=youtu.be&v=tDCPqkrXI7E


 

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Roberto Dumas
Mais de 30 anos de experiência no mercado financeiro. Trabalhou em instituições renomadas (UBS, Citigroup, Lloyds Bank e Itaú BBA). De 2007 a 2011 representou o banco Itaú BBA em Shanghai. Também atuou no banco dos BRICS em Shanghai (New Development Bank) na área de operações estruturadas e risco de crédito. Dumas é Mestre em Economia pela Universidade de Birmingham na Inglaterra. Mestre em Economia Chinesa pela Universidade de Fudan (China). Graduado e pós-graduado em administração e economia de empresas pela FGV e Chartered Financial Analyst conferido pelo CFA Institute (USA). Professor de Economia Internacional e Economia Chinesa do INSPER, IBMEC São Paulo, Fundação Instituto de Administração (FIA-USP) e Saint Paul Business School. Professor Convidado da China Europe International Business School (CEIBS) e Fudan University (China).

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