Após a adjudicação de dois contratos de aquisição de energia (PPA, na sigla inglesa) com a duração de 15 anos, o país andino passa a ser o 14.º mercado mundial da EDPR e o eixo da consolidação do seu negócio na América Latina. EDPR forneceu 21,9 TWh de eletricidade limpa, +10% ano sobre ano, evitando 15 milhões de toneladas de emissões de CO2.

 

A EDP Renováveis (Euronext: EDPR), líder mundial no setor das energias renováveis e uma das maiores produtoras de energia eólica do mundo, anunciou seus resultados dos primeiros nove meses de 2019.

Em 30 de setembro, a empresa geria um portfólio de ativos operacionais de 10,8 GW, dos quais 10,4 GW estavam totalmente consolidados e 411 MW estavam pelo método de equivalência patrimonial (Espanha e EUA). No período, a EDPR acrescentou 344 MW à sua capacidade instalada, dos quais 145 MW situam-se na Europa e 199 MW nos EUA. Além disso, iniciou a reabilitação de 24 MW na Espanha.

Ao final do terceiro trimestre deste ano, a EDPR tinha 1,2 GW de capacidade em construção, dos quais 834 MW estavam relacionados com energia eólica onshore e 330 MW com participações de capital em projetos offshore.

Nos primeiros 9 meses de 2019, a companhia produziu ainda 21,9 TWh de eletricidade limpa, (+6% ano sobre ano), evitando a liberação de 15 milhões de toneladas de emissões de CO2. O desempenho ano sobre ano se beneficiou das adições de capacidade dos últimos 12 meses, juntamente com recursos eólicos estáveis (30% em 9M19), o que compensou a desconsolidação da transação de alienação na Europa em julho de 2019.

O desempenho operacional da empresa está em linha com as previsões do seu plano estratégico e a eólica continua a exibir um crescimento pujante e a cumprir a sua estratégia de alienações.

Resultados Operacionais

A EDPR registou lucros totais de 1.364 bilhão de euros nos primeiros nove meses de 2019 (+10% quando comparado com o mesmo período de 2018) em resultado de uma média EBITDA/MW superior (incremento de 3% ano sobre ano; +46 milhões de euros ano sobre ano), um preço de venda médio superior (+5% ano sobre ano; + 49 milhões de euros ano sobre ao), o impacto positivo da conversão em moeda estrangeira (+ 34 milhões de euros ano sobre ano), juntamente com os PTCs a 10 anos com termo agendado (‐ 27 milhões de euros ano sobre ano).

Os restantes proveitos operacionais foram de 276 milhões de euros (+ 211 milhões de euros ano sobre ano), com uma evolução ano sobre ano que refete os ganhos (+ 226 milhões de euros; atualizado à data de fechamento) obtidos da alienação de uma carteira de 997 MW (491 MW líquidos para a EDPR), anunciada em abril de 2019 e concluída em julho de 2019.

O EBITDA teve um aumento de 40% ano sobre ano para 1.218 bilhão de euros, refletindo o crescimento do nível das vendas e uma maior eficácia. O EBIT aumentou para 784 milhões de euros (+ 312 milhões de euros ano sobre ano) em resultado da diminuição dos custos de depreciação e amortização. Os resultados líquidos entre janeiro e setembro atingiram 342 milhões de euros.

O lucro líquido totalizou 342 milhões de euros (versus 115 milhões nos primeiros 9 meses de 2018). As participações minoritárias no período ficaram nos 113 milhões de euros, diminuindo 1 milhão de euros ano sobre ano, resultado de uma performance operacional do nível dos parques eólicos e da desconsolidação da alienação da carteira europeia no 3.º trimestre de 2019.

Em setembro de 2019, a dívida líquida estava em 3.058 bilhões de euros (‐ 2 milhões de euros vs. dezembro de 2018), refletindo, por um lado, os ingressos gerados pelos ativos e, por outro, o fechamento de uma transação de alienação na Europa e a concretização de um acordo de Tax Equity em dezembro de 2018 relativo aos ativos dos EUA.

2019 está sendo um ano recorde para a EDPR em termos de realização de novos investimentos, e a empresa já tem 70% da meta de 7 GW de desenvolvimento de capacidade garantida de acordo com o Plano de Negócios para 2019-2022.


 

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