As condições meteorológicas deste mês de dezembro fizeram com que o setor de energia limpa, composto pelas matrizes eólica, solar e biomassa, apresentasse o maior índice de atratividade do ano, segundo estudo conduzido pela empresa especializada FDR Energia.”A explicação para os ótimos resultados de dezembro continua sendo as chuvas, que chegaram no tempo certo e foram mais fortes do que o previsto”, explica Erick Azevedo, doutor em comercialização de energia, sócio diretor do Grupo FDR e coordenador do estudo.
“A expectativa para 2019 é que o verão chuvoso seja favorável para encher os reservatórios e incentive a migração de empresas que não saíram do mercado cativo em 2018”, completa.

O mercado cativo de energia é formado pelas companhias que, entre outros critérios, exigem do sistema elétrico uma carga inferior a três megawatts e, por isso, têm energia fornecida exclusivamente pelas distribuidoras locais. Caso utilizem energias limpas, as empresas com demanda de pelo menos 500 quilowatts (0,5 megawatt) podem migrar para o mercado livre, ou seja, obtêm permissão do governo para negociar seus próprios contratos com fornecedores do setor

“Em julho do ano que vem, o novo governo deve baixar o limite obrigatório para compra de energia incentivada”, prevê Azevedo, referindo-se ao limite de carga para a migração para o mercado livre.

O especialista desenvolveu um índice que mede a atratividade das fontes limpascom base no preço médio entre as matrizes eólica, solar e de biomassa, comparado com as tarifas das distribuidoras que dominam o mercado e utilizam as grandes hidrelétricas e as usinas termelétricas (movidas a diesel) como fonte energética.

O Índice Nacional de Atratividade do Mercado Livre para Fontes Limpas de Energia varia de 0 a 1, da mesma maneira que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) medido pela ONU, que avalia os países baseado em renda per capita, expectativa de vida e escolaridade.

Em dezembro, os estados brasileiros com melhor desempenho no índice da FDR foram Tocantins (0,843), Pará (0,829) e Espírito Santo (0,813). Rio de Janeiro e São Paulo ficaram na quinta e na 18ª colocações, respectivamente. A média nacional no mês ficou em 0,723, superior à de novembro, que foi de 0,602.

As principais empresas do setor de energia limpa se reunirão entre os dias 21 e 23 de maio de 2019, em São Paulo, para a Ecoenergy, maior feira do segmento na América Latina e organizada pela Cipa Fiera Milano. O mercado movimenta US$ 15 bilhões por ano e vem ganhando espaço no cenário internacional com o crescente comprometimento das maiores economias mundiais com o desenvolvimento sustentável.

A feira é uma evolução da EnerSolar + Brasil, que era voltada apenas para a produção de energia solar e eólica. No ano que vem, também serão contempladas as principais novidades na produção de biomassa e biogás, além de gestão de resíduos urbanos, industriais e automotivos.

Mais de 150 empresas estarão presentes no evento, que será realizado no São Paulo Expo e terá entrada gratuita para profissionais do setor. A Ecomondo, uma das mais importantes feiras de economia verde da Europa, é parceira da exposição.

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