Pesquisadores da Universidade de Bath, no Reino Unido, desenvolveram um novo processo de dessalinização que poderia se tornar uma solução ideal para locais remotos afetados por desastres naturais.

A equipe de pesquisa desenvolveu um protótipo de um sistema de dessalinização impresso em 3D que funciona com eletricidade CA. Eles o descrevem como um sistema de baixo consumo de energia, sem partes móveis.

O sistema combina diodos catiônicos baseados em substratos de micro-orifícios revestidos com ionômero Nafion com uma membrana condutora de ânion. Nafion é um polímero sintético com propriedades iônicas produzido pela Chemours, uma unidade do grupo químico americano DuPont.

“A possibilidade de combinar diodos de íons com resistores de íons para formar sistemas de circuito de dessalinização com alimentação elétrica CA já havia sido relatada anteriormente apenas como um conceito”, disseram os pesquisadores.

Essa combinação permitiu que eles criassem um sistema de quatro câmeras impressas em 3D para serem configuradas com duas câmeras internas para extrair e acumular sal. Eles testaram o sistema em três configurações diferentes com cloreto de sódio aquoso (NaCl) e descobriram que ele funciona. No entanto, eles admitiram que as limitações experimentais ainda são significativas.

“Os materiais falham sob condições pulsadas na água salgada e o efeito de retificação deve ser melhorado”, afirmou o grupo de pesquisa. “Uma parte particularmente fraca do sistema atual é o condutor aniônico de rápida degradação Fumasep FAS-130.”

Os cientistas acreditam que poderiam ter uma unidade de dessalinização móvel real em operação dentro de cinco anos. “O sistema promete dessalinização sem partes móveis e sem produção de resíduos eletrolíticos”, disseram eles.

O sistema é apresentado no documento An AC-driven desalination/salination system based on a Nafion cationic rectifier, publicado no site ScienceDirect.

O novo dispositivo tem potencial para ser operado em unidades móveis movidas a energia solar, disseram os pesquisadores. “Há momentos em que seria extremamente benéfico instalar pequenas unidades de dessalinização a energia solar para atender um pequeno número de residências”, acrescentou o coautor Frank Marken.

As usinas de dessalinização são uma fonte vital de água limpa em muitas partes do mundo, e existem vários milhares de usinas em operação em 150 países. No entanto, os processos de dessalinização geralmente requerem uso intensivo de energia e são necessárias melhorias adicionais para expandir o uso dessa tecnologia em todo o mundo.

Imagen: joneybrain, pixabay


 

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