A Companhia Paranaense de Energia (Copel) tem buscado novos projetos, mas os retornos aceitos pelos concorrentes têm afastado a estatal das aquisições, disse o superintendente de Mercado de Capitais da Copel, Artur Felipe Fischer Pessuti. “Não temos ganho (as disputas em leilões) porque a rentabilidade que a Copel aceita é superior aos níveis que temos visto. Queremos projetos rentáveis”, disse, durante reunião com analistas e investidores em São Paulo.

Ele salientou que a companhia passou por um período em que obteve em leilões projetos com retornos “questionáveis”, mas salientou que isso ocorreu apenas durante entre 2011 e 2013. “Foi uma fase. Faz cinco anos desde o último leilão que a Copel obteve projeto com retornos questionáveis – não ruim, mas questionáveis porque o momento era outro”, disse, lamentando que o mercado ainda mantenha uma visão de que a empresa não tem disciplina de alocação de capital e investe mal, o que, segundo ele, não corresponde à realidade atual.

Ele destacou que o último projeto adquirido pela Copel, uma linha de transmissão entre o Paraná e Santa Catarina, obtida em leilão de 2016, tem retorno “na casa” dos 15%, de taxa interna, alavancada.


 

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