O financiamento dos complexos eólicos (Cutia e Bento Miguel) e da hidrelétrica de Baixo Iguaçu, ambos controlados pela Copel (CPLE6), foram parcialmente liberados pelo BNDES, conforme comunicado divulgado no dia 28/11.

Dos R$813,4 milhões contratados, o BNDES autorizou a liberação de R$674,0 milhões, equivalente a 82,8%. O capex total destes projetos é de ~R$2,0 bilhões, sinalizando uma participação do BNDES na parcela da dívida de 40,6%.

pixel2013 / Pixabay

Copel obtêm liberação do financiamento contratado junto ao BNDES. De acordo com o release da Copel tais recursos (R$674 milhões) serão destinados ao financiamento de 13 usinas eólicas e uma hidrelétrica. Vale lembrar, que dos R$619,4 milhões contratados para os complexos de Cutia e Bento Miguel, foram liberados R$513 milhões, enquanto que para a hidrelétrica de Baixo Iguaçu o BNDES disponibilizou R$161 milhões dos R$194 milhões contratados.

Principais características da linha de financiamento do BNDES e dos projetos eólicos. Ambos contratos de financiamento preveem amortização em 192 parcelas (vencimento em 16 anos) e carência de 6 meses. A implantação do complexo eólico Cutia, composto por 7 parques eólicos e com potência instalada de 180,6 MW (71,4 MW médios de garantia física), demandará investimentos de R$1.318 milhões.

Já o complexo Bento Miguel, composto por 6 parques eólicos e com potência instalada de 132,3 MW (58,1 MW médios de garantia física), demandará investimentos da ordem de R$893 milhões. Destacamos que ambos complexos estão localizados no Rio Grande do Norte, no município de São Bento do Norte.

Investimento da UHE Baixo Iguaçu totalizou R$2,3 bilhões. A hidrelétrica Baixo Iguaçu, construída pelo Consórcio Empreendedor Baixo Iguaçu (CEBI), tem potência instalada de 350,2 MW (171,3 MW médios de energia assegurada) e está localizado no Rio Iguaçu, entre os municípios de Capanema e de Capitão Leônidas Marques, e entre a UHE Governador José Richa e o Parque Nacional do Iguaçu, no Estado do Paraná.

De acordo com os números da Copel, a usina de Baixo Iguaçu demandará investimentos de R$2.288 milhões, sendo a parcela da Copel no projeto (30% de participação) de R$686 milhões. O outro sócio é a Neoenergia (70%).


 

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *