O consumo na rede totalizou 39.968 GWh em março, recuo de 1,1% quando comparado ao mesmo mês de 2017. De acordo com a publicação Resenha Mensal, da Empresa de Pesquisa Energética, divulgada na sexta-feira, 27 de abril, foi verificado aumento apenas no Norte, de 3,1% e no Centro-Oeste com aumento de 1,9%. No Sul a queda foi de 3,4% e no Sudeste de 0,8% com destaque par ao desempenho negativo das classes residencial e comercial.
Já no consolidado do primeiro trimestre, o consumo total no país apresentou aumento de 0,4% em relação a 2017. No maior mercado consumidor, o Sudeste, houve aumento de 0,3%. Já no Nordeste foi registrada uma queda de 0,2%, enquanto no Sul a retração foi de 0,3%. Por sua vez, o destaque ficou com as regiões Norte – aumento de 3% – e Centro-Oeste com alta de 2%.
No mercado cativo das distribuidoras o consumo teve redução de 3,9% em março e de 3,2% no trimestre, no mercado livre, por outro lado, houve aumento de 5,4% e de 9%, respectivamente. Dentre as classes de consumo, houve crescimento no segmento Industrial com 0,8% e queda de 2,6% no Residencial, 2% no Comércio e Serviços e em Outras Classes 1,3%.
Segundo a EPE, a demanda industrial aumentou 0,8% no mês e totalizou um crescimento de 2,8% nos três primeiros meses de 2018 ante 2017, com 41.465 GWh. Na análise mensal aponta que o pequeno progresso do consumo das indústrias em março se deu em cima de uma estabilidade em março de 2017, reforçando a percepção de recuperação gradual da classe. Na base trimestral,  o progresso de 2,8% foi liderado pelo Sudeste com aumento de 4,9%, esta, a principal região industrial do país, com predominância de São Paulo onde houve expansão de 5,4% e em Minas Gerais de 5,3%, com um perfil diversificado de avanços entre o segmentos.
O consumo residencial teve dois fatores importantes que justificam a queda de março. O primeiro é que no mesmo mês do ano passado houve crescimento de 7% em função do aumento expressivo do consumo nas regiões Sul e Sudeste impulsionado pelas altas temperaturas observadas naquele período. O segundo ponto é o ciclo de faturamento, afetando as regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Sem o efeito deste fator, calculou a EPE, a taxa de março seria negativa em 1%. No trimestre a queda ficou em 0,4%, indicador também influenciado pelos mesmos fatores apontados para a base mensal.


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