A CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) publicou nesta sexta-feira (21/09) os dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 15 de setembro. De acordo com a publicação o consumo de energia elétrica no Brasil recuou 1,8% em relação ao mesmo período de 2017.

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As informações são do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico publicado pela CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

Geração de Energia registra queda de 1,8%. As duas primeiras semanas de setembro registraram consumo de 59.516 MW médios no SIN (Sistema Interligado Nacional), montante de energia inferior 1,8% aos 60.633 MW médios consumidos no mesmo período de 2017.

Mercado Regulado recuou 2,8%. O Ambiente de Contratação Regulado (ACR) – também conhecido como mercado cativo -, no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras (onde estão inseridos os consumidores residenciais, comerciais, industriais, rurais, serviços, iluminação pública e outros), apresentou queda de 3,8% no consumo, índice que leva em conta a migração de consumidores para o mercado livre (ACL) na análise. Caso esse movimento dos agentes fosse desconsiderado, o consumo ainda registraria decréscimo de 2,8%.

Mercado Livre registra crescimento de 0,5%. No Ambiente de Contratação Livre  (ACL) – também conhecido como mercado livre de energia -, no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores (com consumidores de atividade industrial/comercial/serviços), há registro de aumento no consumo em ambos os cenários. No que inclui as cargas oriundas do ACR na análise, o aumento seria de 2,9%, enquanto sem a migração, o índice seria 0,5% superior na comparação com 2017.

Atividade industrial: Quem cresceu e caiu? Os segmentos da industriais que se destacaram positivamente nesta 1ª quinzena de setembro foram: (i) setor químico (+8,7%); (ii) extração de minerais metálicos (+7,8%); e (iii) minerais não-metálicos (+4,1%). Já os segmentos que registraram queda no consumo de energia foram: (i) comércio (-7,2%): (ii) transportes (-6,6%); e (iii) serviços (-5,3%). Vale destacar que estes números já desconsideram as migrações ocorridas do mercado cativo para o mercado livre.

GSF: Como anda o déficit hidrelétrico? O InfoMercado Semanal Dinâmico também apresenta estimativa da produção das usinas hidrelétricas integrantes do MRE (Mecanismo de Realocação de Energia) em setembro, equivalente a 56,76% de suas garantias físicas, ou 37.036 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual é de 67,43%.

Fonte Original: Assessoria de Imprensa CCEE

 

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