Os segmentos da indústria que tiveram maior crescimento foram têxtil, manufaturados e madeira, papel e celulose

Dados preliminares de medição dos valores médios coletados entre os dias 1º e 15 de junho indicam um crescimento do consumo de energia de 2,6%, alcançando 60.380 MWmédios frente aos 58.834 MWmédios no mesmo período do ano passado. As informações são do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

O Ambiente de Contratação Regulada – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras (onde estão inseridos os consumidores residenciais, comerciais, industriais, rurais, serviços, iluminação pública e outros), apresentou crescimento no consumo de 0,8% em relação a junho de 2018, considerando a mudança de clientes cativos para o Ambiente de Contratação Livre – ACL. Excluindo o impacto das migrações, o ACR registraria aumento de 2,6%.

Já no Ambiente de Contratação Livre – ACL no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores (como consumidores de atividade industrial/comercial/serviços), o consumo apresentou crescimento de 6,7% em relação ao mesmo período do ano passado – considerando a mudança de clientes cativos para o Ambiente de Contratação Livre – ACL.  Eliminando o impacto da migração de novas cargas, o ACL apresentaria um crescimento de 2,7%.

Os consumidores livres apresentaram aumento de 6,0%, já os especiais aumentaram em 16,0%, influenciados pela migração. Suprimindo tal efeito, observa-se aumento de 3,7% para os livres e crescimento de 4,0% para os especiais. Os autoprodutores diminuíram seu consumo em 3,6%.

Os segmentos da indústria avaliados pela CCEE que registraram maior crescimento de consumo, com a exclusão da migração para o ACL, foram: têxteis (16,2%), manufaturados diversos (9,7%) e madeira papel e celulose (5,3%). O ramo com pior desempenho foi extração de minerais metálicos (-7,4%).

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