Previsão de vazões no Sudeste/Centro-Oeste e no Sul recuam e devem ficar em menos de 70% e de 50% da média histórica, respectivamente

A previsão de carga no Sistema Interligado Nacional voltou a ficar mais elevada do que a última estimativa, de sete dias atrás. A terceira revisão semanal do Programa Mensal de Operação de setembro indica que deverá ocorrer nova aceleração com crescimento de 3,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Se essa previsão se confirmar o mês poderá fechar com 69.085 MW médios.

Um dos destaques é a demanda no Sul do país, que segundo a projeção do Operador Nacional do Sistema Elétrico é de crescimento de 7,1%. No Sudeste/Centro-Oeste a estimativa é de expansão é de 3,3%, no Norte o crescimento é de 5% e no Nordeste está a única queda 0,6%.

Em termos de vazões houve redução na estimativa de energia natural afluente para os dois maiores submercados do país. No SE/CO a projeção é de ENA de 69% e no Sul de 46% da média de longo termo. No NE continua em 68% da média histórica e no Norte a redução foi de dois pontos porcentuais em comparação ao previsto na semana passada, para 69% da MLT.

Já a energia armazenada nos reservatórios continua na curva descendente. Ao final de setembro está no SE/CO o menor volume esperado com 33,8%. No Sul a previsão é de 40,5%, no Norte de 51,9% e no NE o mais elevado com 64,7%.

O custo marginal de operação médio voltou a subir em todo o país e continua com o Nordeste descolado do restante do país. Nos três submercados em que o valor está equacionado ficou em R$ 98,30/MWh, sendo o patamar pesado em R$ 100,62/MWh, o médio a R$ 99,26/MWh e o leve a R$ 96,39/MWh. No NE está à média de R$ 67,41/MWh, sendo os patamares a R$ 70,21, R$ 68,22 e R$ 65,28/MWh, respectivamente.

A previsão de despacho térmico para a semana operativa que se inicia em 18 de setembro é de 5.498 MW médios. O maior volume é por inflexibilidade com 4.914 MW médios, seguido por restrição elétrica com 337 MW médios e outros 247 MW médios por ordem de mérito.


 

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