O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, comemorou o resultado do leilão da Amazonas Distribuidora de Energia, realizado hoje (10) na B3, em São Paulo. Venceu o certame o consórcio Oliveira Energia/Atem, com proposta sem oferta de deságio.

Para o ministro, o leilão foi extremamente positivo. “O estado do Amazonas precisa de um bom fornecimento de energia para continuar a crescer. Crescer economicamente, gerar empregos para garantir conforto, igualdade de oportunidades e esperança a todo povo daquela região. ”, afirmou.

A Distribuidora atende cerca de quatro milhões de habitantes do estado. Com a desestatização, o serviço de distribuição de energia elétrica será prestado com maior qualidade e eficiência à população do Amazonas e contará com aumento do volume de investimentos na região.

Antes da assinatura do novo contrato de concessão será realizado um aporte de capital de R$491 milhões na companhia, e nos primeiros cinco anos da nova concessão são estimados R$2,8 bilhões em investimentos a serem realizados.

“O leilão que aconteceu hoje representa uma vitória enorme que vai contribuir para a Eletrobras ser uma empresa mais saudável e para que possa enfrentar o maior desafio que teremos daqui para frente, que é fornecer energia para um crescimento contínuo de 2 a 3% ao ano”, disse o ministro Moreira Franco.

Pelas características da concessão e pelas atuais dificuldades financeiras, o processo de desestatização da Amazonas Distribuidora representou o maior desafio dentre as distribuidoras anteriormente controladas pela Eletrobras, incluindo as quatro já licitadas, Cepisa, Ceron, Eletroacre e Boa Vista Energia. O certame da Ceal está previsto para o próximo 19.

A desestatização da Amazonas Distribuidora de Energia é um projeto prioritário, resultado de esforços concentrados do Governo Federal, do Ministério de Minas e Energia e demais pastas ministeriais desde 2015, sendo o BNDES responsável pela execução e acompanhamento.

O processo faz parte do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), criado pelo Governo Federal para reforçar a coordenação das políticas de investimentos em infraestrutura por meio de parcerias com o setor privado.


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