A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE apresenta ao mercado análise e projeções do comportamento do Preço de Liquidação das Diferenças – PLD para os próximos meses. A expectativa é que para o restante do período úmido, todos os submercados registrem afluências melhores e que o preço apresente redução.

De acordo com projeções realizadas pela CCEE, a expectativa é que a Energia Natural Afluente – ENA de fevereiro fique mais próxima da média histórica. No submercado Sudeste/Centro-Oeste, por exemplo, as afluências esperadas são de 87% da Média de Longo Termo – MLT, índice 11 pontos percentuais acima do registrado em janeiro. A previsão também é mais otimista nas outras regiões: Sul em 55% (+ 10 p.p), Nordeste em 85% (+ 44 p.p.) e Norte em 76% (+ 16 p.p.).

Em decorrência da expectativa de afluências superiores, a previsão do preço médio para fevereiro é de R$ 243/MWh no Sudeste/Centro-Oeste, redução de 25% em relação ao PLD de janeiro. A tendência é que o valor continue caindo em março, abril e maio.

A projeção do PLD apresenta comportamento semelhante para os submercados Sul e Nordeste. Apenas no Norte, a previsão é que a exportação de energia para as demais regiões alcance seus valores limites, descolando o preço desse submercado em relação aos demais, levando-o ao valor mínimo vigente para 2020 (R$ 39,68/MWh).

Risco Hidrológico

Após fechar 2019 com 81% de GSF, o fator de ajuste do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE para 2020 ainda apresenta índices abaixo da sua garantia física total. Devido ao atraso no período úmido, o mês de janeiro registrou um fator de 85,1%. A recuperação das afluências a partir de fevereiro, bem como a sazonalização realizada pelos agentes pertencentes a este Mecanismo, devem elevar o GSF para valores acima da unidade, como 105,3% em fevereiro, 127,8% em março, 123,5% em abril e 112,9% em maio.

A partir de junho, a produção hidráulica deve ser reduzida e o fator de ajuste pode voltar a ficar abaixo de 80%. Por este motivo, a expectativa é que o GSF médio de 2020 fique em torno de 84%, uma leve recuperação em relação ao ano passado.

O impacto financeiro da análise do MRE, em um cenário hipotético de 100% de contratação da garantia física, está previsto em R$ 15 bilhões para 2020, sendo R$ 10 bilhões referentes ao Ambiente de Contratação Regulada – ACR e R$ 5 bilhões ao Ambiente de Contratação Livre – ACL.


 

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