Com a menor emissão de CO2 entre as empresas de petróleo globais, empresa aposta também em fontes de energia renovável

A tecnologia tem contribuído para que fontes de energia limpa possam ser agregadas aos planos de negócios de algumas das maiores empresas do setor de petróleo e gás, ampliando as alternativas ancoradas na sustentabilidade do planeta.

A norueguesa Equinor optou por essa estratégia de negócio e assim, além de atuar no setor de petróleo e gás, tem apostado fortemente na expansão por meio de outros projetos de energias renováveis, com operações de energia solar e eólica. O Brasil é  parte fundamental desse novo momento da companhia. É aqui que está localizado o primeiro projeto solar da empresa em todo o mundo, a usina de Apodi, no Ceará (na foto acima).

“Se voltarmos alguns anos antes desse anúncio, podemos ver que a empresa já estava se desenvolvendo como uma empresa de energia ampla, produzindo o petróleo e o gás que o mundo ainda precisa, mas com emissões mais baixas, ao mesmo tempo em que constrói um portfólio lucrativo dentro da energia renovável”, explica. Não é à toa que a empresa está no topo do ranking das empresas de petróleo e gás mais preparadas para um futuro de baixo carbono, segundo a organização internacional CDP, que orienta governos e empresas em ações para redução de emissões.

A decisão de abraçar as fontes de energia renovável não foi tomada apenas por uma questão de negócio. A Equinor é uma das apoiadoras do Acordo de Paris. Margareth ressalta que a companhia trabalha em conjunto com outros setores da sociedade para oferecer respostas para as grandes mudanças por qual o mundo está passando:

“Isso significa definir que tipos de recursos são produzidos e como são produzidos. Além disso, estamos trabalhando fortemente para reduzir as emissões de nossas operações em andamento e de projetos em desenvolvimento. Fazemos isso trabalhando sistematicamente para melhorar a eficiência energética, rastreando e reduzindo as emissões de metano em toda a cadeia de valor do gás natural,  trabalhando com nossos fornecedores para reduzir o CO2 em nossa cadeia logística e inovando para capturar e armazenar CO2 de nossas operações”.

A nova estratégia da Equinor levou a uma série de transformações internas que refletem no dia-a-dia do negócio. A companhia, por exemplo, tem como meta para a totalidade do portfólio estar abaixo de 8 kg de CO2 por barril produzido, um número muito abaixo da média da indústria, que é de 17 kg de CO2/barril.

Os investimentos estão em expansão em energias renováveis, principalmente em projetos eólicos offshore (alto-mar) e solares. Até 2030, aportes de recursos da Equinor em novas soluções energéticas serão responsáveis por cerca de 15 a 20% do total anual de investimentos da empresa. Boa parte desses recursos é destinado a projetos inovadores, como o de energia eólica em alto-mar. Hoje, estão em operação três parques eólicos no Mar do Norte e estão em desenvolvimento projetos de larga escala na Europa e Estados Unidos. Só na Europa, essas operações são responsáveis por abastecer 1 milhão de residências.

Até o momento, foram investidos cerca de US$ 2,3 bilhões nessa área. Entre os destinos, a tecnologia própria de plataforma flutuante que permite a geração de energia eólica em áreas de águas profundas. O Hywind Park, na costa da Escócia, é o primeiro parque eólico flutuante do mundo e está na vanguarda desse desenvolvimento.

O Brasil tem um papel preponderante nos planos da Equinor. Até 2030, a companhia deve investir US$ 15 bilhões no país. Hoje, a atuação já é muito relevante em projetos nas bacias de Campos e Santos, como é o caso de Carcará, o primeiro projeto no pré-sal a ser desenvolvido por uma empresa internacional de energia. Além desses investimentos, a multinacional tem uma usina de energia solar de grande porte no Ceará, que começou a produzir em novembro de 2018 e é operada pela sócia Scatec Solar e já está gerando 162MW de energia limpa.

O grupo norueguês tem ainda uma parceria estratégica com a Petrobras para avaliar projetos eólicos offshore. A área é nova no Brasil e seu arcabouço regulatório ainda está em discussão pelas autoridades. Por outro lado, lembra a presidente da Equinor, há muitas oportunidades para criar um ambiente de negócios competitivo.

“O Brasil tem um grande potencial para a geração de energia solar e eólica e estamos avaliando cuidadosamente as oportunidades de negócios no país. Assinamos o memorando de entendimento com a Petrobras para começar a avaliar as oportunidades potenciais de negócios nessa área. É cedo e estamos conversando com várias partes interessadas para entender da melhor forma possível a operação” pontua Margareth.

Além dos planos de expandir as áreas de energia renovável, a Equinor segue firme com os ativos de petróleo e gás, conforme detalha a presidente da empresa:

“Estamos investindo em nossos ativos em produção, como os campos de Peregrino e Roncador, que estão entre os 10 maiores do País. Nosso objetivo é  maximizar a produção de petróleo e prolongar a vida útil desses campos, gerando e mantendo empregos no Brasil por mais tempo”.

“O Brasil tem um grande potencial para a geração de energia solar e eólica”, diz Margareth Øvrum, presidente da Equinor no país Foto: Divulgação
“O Brasil tem um grande potencial para a geração de energia solar e eólica”,
diz Margareth Øvrum, presidente da Equinor no país.
Foto: Equinor  divulgação

Parte dos novos investimentos da Equinor será focado em novas soluções de energia e outra parte na exploração de áreas adquiridas nas últimas rodadas de licitação. Dessa forma, há projetos em todas as fases do desenvolvimento, o que motiva os mais de 400 colaboradores da companhia.

O Brasil, garante a presidente, é uma das áreas centrais da Equinor. Com uma grande base de recursos de petróleo e gás e boas oportunidades em energias renováveis, o país se encaixa muito bem com as prioridades, experiência e DNA da norueguesa. Graças a esses investimentos a companhia é hoje uma grande geradora de postos de trabalho ao longo de toda a cadeia, colaborando para o crescimento da economia. Presente há apenas 17 anos no país, a empresa já é a segunda maior operadora de petróleo e gás, com uma produção média de aproximadamente 100 mil barris de petróleo por dia.

“O Brasil é uma das três áreas centrais da Equinor e, portanto, continuamos a buscar oportunidades que estejam alinhadas com nossa estratégia” garante a presidente da operação brasileira.

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