Instituição recebe o Selo Verde, ressaltando a importância da bioeletricidade e os desafios para o segmento 

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE foi homenageada pela União da Indústria de Cana-de-açúcar – ÚNICA e pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia – Abraceel durante a 12ª edição do Ethanol Summit, evento que discute oportunidades e cenários para a indústria sucroenergética do Brasil. O presidente do Conselho de Administração, Rui Altieri, recebeu uma placa comemorativa pelo apoio da instituição ao Selo de Energia Verde (ao centro, na foto acima).

“A CCEE tem apoiado iniciativas que valorizam a produção de energia renovável e receber este reconhecimento só reforça a importância da Câmara de Comercialização em estabelecer parcerias que promovem a evolução do setor elétrico”, ressalta Altieri.

Durante o Ethanol Summit, Altieri participou de um painel sobre o cenário do setor elétrico para as usinas de bioeletricidade com a presença de Luiz Eduardo Barata Ferreira, diretor geral do ONS; Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel; Newton Duarte, presidente da Cogen; e Rachel Henriques, analista de pesquisa energética da EPE. Em sua apresentação, a CCEE destacou os resultados das usinas a biomassa nos últimos anos, quando a geração de energia teve crescimento de 10% de 2016 a 2018. Atualmente, 276 projetos estão em operação comercial, sendo que a maior produção é resultado do aproveitamento do bagaço da cana-de-açúcar (66%).

Altieri também enfatizou os principais desafios para os investidores e administradores de projetos a biomassa. Ciente dos impactos da judicialização do risco hidrológico, que fez com que os agentes que não possuem liminares judiciais recebessem apenas 5% dos seus créditos na liquidação do Mercado de Curto Prazo de abril/19, o executivo lembrou que a resolução da questão segue sendo prioridade para a Câmara de Comercialização.

Já os avanços no mercado de energia que estão sendo discutidos, como preço horário e medidas que ampliam a segurança, foram abordados para que os agentes se preparem e possam encontrar oportunidades de negócio. Por fim, Altieri comentou sobre a possibilidade de os empreendimentos procurarem financiamentos para atuação no mercado livre e a nova previsibilidade de leilões no mercado regulado.

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