CANALENERGIA | A captação de recursos via debêntures incentivadas alcançou R$ 17,324 bilhões entre janeiro e setembro deste ano, segundo dados divulgados na quinta-feira (24) pelo Ministério da Economia, na edição mais recente de boletim informativo publicado periodicamente pela Secretaria de Política Econômica. Das 59 operações realizadas no ano passado por meio de oferta pública ou em emissões restritas a investidores profissionais, 50 são do setor de energia.

Skitterphoto / Pixabay

De janeiro a setembro desse ano, foram emitidas 139 portarias autorizativas para o lançamento de debêntures incentivadas em projetos de energia. Todos os setores de infraestrutura juntos tiveram 153 autorizações, o que mostra o peso do setor energético nesse tipo de operação.

Das autorizações concedidas, 29 foram para projetos de transmissão, 55 para usinas eólicas, 19 para empreendimentos fotovoltaicos, oito para pequenas centrais hidrelétricas, duas para hidrelétricas, uma para termelétrica, um para termonuclear (Angra); 22 para projetos de distribuição de energia elétrica; além de duas para gás canalizado.

Somente em setembro de 2019 foram feitos três lançamentos de debêntures de infraestrutura para projetos nas áreas de transmissão de energia elétrica e de portos, no total de R$ 199 milhões. Energia elétrica e petróleo e gás representaram 74% das operações realizadas de 2012, quando esse tipo de papel começou a ser lançado no mercado, a setembro último.

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Fonte: Pontoon-e

Nesse período, foram contabilizadas 269 operações, das quais 257 envolveram projetos de infraestrutura. Eles representaram R$ 67,462 bilhões, de um total de R$ 75,778 bilhões em investimentos. A área de energia ficou com R$ 49,720 bilhões; transporte e logística, R$ 15,680 bilhões; saneamento, R$ 1,113 bi; e Telecomunicações, com R$ 948,5 milhões.

Parte significativa desses recursos vieram de investidores pessoa física, que somaram até setembro R$ 22 bilhões do total de recursos captados. Nos últimos 12 meses, segundo o ministério, esses papéis tiveram um giro maior que as debêntures não incentivadas no  mercado secundário, com 5,3% contra 3,6%. Confira aqui o boletim da SPE.

Por Sueli Montenegro

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