Os números foram divulgados pela Abradee, a maioria das mortes aconteceu em construções prediais

O destaque da associação foi dada aos acidentes que ocorreram em construções ou durante serviços de manutenção predial. Em 2018, foram 89 acidentes fatais, sendo que em 2017 o número foi de 73 e, em 2014, de 64. Um ano antes, contudo, o número chegou ao ápice, com 99 mortes fatais no segmento.

Marcos Madureira, presidente da Abradee, explicou que o número de construções aumentaram em termos de números, mas diminuíram o tamanho dessas construções. Ou seja, houve uma ampliação de pequenas obras, o que potencializou a execução de pessoas que, na maioria das vezes, não tem o devido treinamento.

“A nossa avaliação é que mudou o panorama da construção civil. Nós temos hoje um volume maior de pequenas obras, em que as pessoas encarregadas da execução dessa obra não tenham a devida capacitação e estão efetuando as operações de maneira inadequada”, explica Madureira. Segundo ele, por conta disso, a ação terá uma maior “dispersão”.

Causas fatais
Dentre as outras causas fatais, o cabo energizado foi a segunda causa mais fatal dentro das causas trabalhadas pela campanha. Em 2018, foram registrados 20 casos (12%). Apesar do número, a taxa vem apresentando uma queda gradual nos últimos cinco anos na apuração dos dados.

Os presidente ainda destacou que, na região Norte do país, os números de acidentes foram maiores que em relação às outras regiões. Segundo ele, no entanto, é preciso considerar o tipo de construção específica dessa região. O Norte, que tem 8,7 % da população brasileira, teve 14% dos casos de acidentes.

 

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