BRASÍLIA (Reuters) – O governo brasileiro abriu discussões com líderes do Congresso, governadores estaduais e prefeitos sobre um projeto de reforma previdenciária que definiria a idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres aos 65 anos, disse uma autoridade do governo nesta segunda-feira.

O senador Eunício Oliveira preside sessão conjunta do Congresso Nacional.

A proposta é uma das várias em consideração, já que o presidente Jair Bolsonaro quer que o legislativo avance em seus ambiciosos planos de reformar o sistema de seguridade social do Brasil.

Atualmente, se os trabalhadores contribuírem para o sistema por pelo menos 15 anos, os primeiros homens podem se aposentar é 65 e para as mulheres é 60. Mas os homens podem se aposentar em qualquer idade se tiverem pago ao sistema por pelo menos 35 anos, e mulheres se elas contribuíram por 30 anos.

Falando a repórteres do lado de fora do Ministério da Economia em Brasília, Rogério Marinho, secretário de seguridade social e mão-de-obra do ministério, confirmou que as negociações estavam em andamento sobre a proposta de mudar isso.

Parte da proposta, que foi originalmente publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, estipula que os trabalhadores devem pagar pelo sistema por um período mínimo de 20 anos. 

“Até que um rascunho tenha sido finalizado, Bolsonaro não pode confirmar nada sobre a seguridade social”, disse o porta-voz de Bolsonaro, Otavio Rego Barros, na segunda-feira.

Bolsonaro colocou a segurança social no topo de sua agenda. Dependendo das propostas finais, poderá economizar até 1,3 trilhão de reais (US $ 354 bilhões) na próxima década, segundo fontes do Ministério da Economia.

Os investidores fixaram grande parte de sua perspectiva otimista para o Brasil este ano em Bolsonaro, que promete reforma previdenciária. As eleições de Bolsonaro, aliadas como presidentes de câmara e do senado na semana passada, foram vistas como um passo nessa direção.

O mercado acionário da Bovespa bateu recorde na segunda-feira, acima de 98.500 pontos, e o real subiu cerca de 7% em relação ao dólar nas últimas seis semanas.

Reportagem de Jamie McGeever e Marcela Ayres, Edição de Rosalba O’Brien


 

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