Projeção da Bloomberg New Energy Finance é que matriz elétrica do país chegue em 2050 com apenas 2% de fontes não renováveis, de 17% atualmente

Para o Brasil especificamente, o crescimento da geração é justificado por um crescimento médio da demanda de 1,1% ao ano no período, chegando a 861 TWh em 2050, dos 606 TWh que somava em 2018.

As fontes solar e eólica protagonizarão a expansão projetada, ampliando sua presença na matriz elétrica brasileira para 51% da capacidade instalada até 2050. O ritmo de novas instalações deve ser de 5,6 GW ao ano no período, em média.

Eólica sairá de 9% até o final do ano passado para 15% em meados de 2030 e 13% até 2050. Já solar saltará de menos de 2% até 2018 para 38% no mesmo período. Só de geração solar distribuída, a previsão é de crescimento contínuo para 24 GW em 2030 e 70 GW em 2050 – cerca de um terço de toda a capacidade adicionada durante o período.

Por outro lado, a projeção da Bloomberg NEF é que a participação de hídricas na matriz elétrica brasileira caia de 63% para 33%.

Adicionalmente, a empresa de pesquisa vê um crescimento contínuo de geração a gás natural até meados de 2020, com adição de mais 6 GW. Até 2050, porém, a projeção indica que cerca de 16 GW de ativos a gás natural poderão ser descomissionados. Isso contribui para que até o final do período estudado a participação de fontes não renováveis na matriz elétrica caia de 17% para 2% em 2050.

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