Há 7 condicionantes bem estabelecidas, e identificadas pelos economistas:

1) O grosso das exportações brasileiras é de produtos primários
2) Seria necessário adicionar itens de maior valor agregado para torná-la mais robusta
3) O custo Brasil é um entrave que torna difícil a competição de itens de maior valor agregado
4) A dívida do Estado (100% PIB até o fim de 2020) é das maiores entre os emergentes
5) O desemprego, o déficit orçamentário, a máquina pública cara e ineficiente é um peso gigante
6) A inviabilidade de aumentar impostos para equilibrar o Estado
7) A falta de capacidade dos 3 Poderes em reduzir o tamanho do Estado

O melhor e mais difícil também, seria fazer uma faxina em regra do Estado brasileiro. Mas, é claro, que não há vontade, determinação, liderança e honestidade para “virar a mesa”.

Arrisco-me a inferir que a saída natural será uma forte desvalorização do Real.

Neste cenário o país ficaria mais barato (para os compradores internacionais de produtos brasileiros), automaticamente nossa gente seria “estimulada” a comprar mais “made in Brazil” pois os importados ficariam inviáveis.

E há uma componente irresistível: a desvalorização não depende de votação, de partidos, de juiíes, da “velha política”. É o custo da nossa própria incapacidade coletiva precificada pelo mercado.


Brazil: the most likely scenario

There are 7 well established conditions identified by economists:

1) The bulk of Brazilian exports are primary products
2) It would be necessary to add items with higher added value to make it more robust
3) The “Brazil cost” is an obstacle that makes it difficult to compete for items with higher added value
4) State debt (100% GDP by the end of 2020) is one of the largest among emerging countries
5) Unemployment, the budget deficit, the expensive and inefficient State machine is a giant burden
6) The impossibility of increasing taxes to balance the State
7) The lack of capacity of the 3 Powers to reduce the size of the State

The best and most difficult, too, would be to reduce the Brazilian State. But, of course, there is no will, determination, ability, leadership and honesty for this much needed turnaround..

I venture to infer that the natural exit will be a strong devaluation of the Real.

In this scenario, the country would be cheaper (for international buyers of Brazilian products), automatically our people would be “encouraged” to buy more “made in Brazil” because imported products would be unviable.

And there is an irresistible component: devaluation does not depend on voting, parties, judges, the “old politics”. It is the cost of our own collective disability priced by the market.


 

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Rafael Herzberg
Rafael Herzberg é consultor independente para assuntos de energia por mais de 30 anos. Premiado no Brasil e Estados Unidos por cases de eficiência energética, geração on-site e projetos to-the-fence. Palestrante no Brasil e Estados Unidos em eventos de energia. Presta consultoria para clientes consumidores de energia (indústria, comércio e instituições), ofertantes de soluções em energia, concessionárias e comercializadores de energia além de ser convidado para atuar em casos de arbitragem de contratos de energia.
http://pontoon-e.com

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