Com a compra de energia limpa, objetivo é compensar todo o gás de efeito estufa emitido em 400 endereços no mundo

No mesmo dia em que divulgou os resultados financeiros de 2018 com faturamento global recorde com 78,5 bilhões de euros, a Bosch anunciou que vai neutralizar todas as suas emissões de CO2 até 2020. O objetivo é chegar ao fim do ano que vem com a compensação total do gás de efeito estufa emitido em todos os 400 endereços do grupo alemão no mundo, incluindo unidades de engenharia, manufatura e administração.

A Bosch informa que já reduziu as emissões de carbono de suas operações globais em quase 35% desde 2007, mas ainda emite cerca de 3,3 milhões de toneladas de gás de efeito estufa por ano. Se atingir a meta autoimposta, será a primeira empresa industrial a zerar todas as emissões líquidas de CO2. Para isso, a estratégia do grupo é comprar e utilizar mais eletricidade de fontes limpas e renováveis, neutras em carbono, como hidrelétrica, eólica e solar.

A empresa também planeja ampliar os sistemas fotovoltaicos próprios que estão instalados nas unidades Nashik e Bidadi, na Índia, e a expectativa é aumentar em dez vezes na capacidade instalada de energia com esse movimento. A Bosch também assinará contratos exclusivos e de longo prazo de fornecimento com novos parques eólicos e solares em todo o mundo, que possam operar com lucratividade mesmo sem subsídios do governo.

“Nós vemos a ação climática como nossa responsabilidade e acreditamos que este é o momento certo de agir. Não estamos começando do zero. Temos excedido nossas metas para a redução relativa das emissões de carbono. Agora chegou no momento de estabelecer metas absolutas. Que comece a contagem final”, afirmou Volkmar Denner, presidente mundial do Grupo Bosch (na foto acima).

Até 2030, a Bosch vai direcionar cerca de € 1 bilhão para aumentar gradualmente a quantidade de energia renovável que gera e compra, além de investir € 1 bilhão em processos e maquinário para aumentar a eficiência energética de suas plantas. Ou seja, a neutralidade em carbono deverá custar cerca de € 2 bilhões nos próximos 10 anos.

Empresas industriais globais como a Bosch podem contribuir de forma significativa para a redução do aquecimento terrestre, tendo em vista que a manufatura é responsável por cerca de 32% das emissões globais de dióxido de carbono, segundo dados da Agência Internacional de Energia. O setor industrial, portanto, tem alto potencial para ajudar países a atingir as metas do acordo climático de Paris ratificado em 2015, para manutenção do aquecimento global abaixo de dois graus Celsius acima dos níveis pré-industriais. “Todos devem contribuir para a ação climática”, afirma Denner.

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