REUTERSO presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite desta quinta-feira que o novo partido criado por ele, a Aliança pelo Brasil, conseguirá colher 500 mil assinaturas em um mês, caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permita que os apoiamentos possam ser atestados de forma eletrônica.

“Se for via eletrônica, em um mês vamos colher as 500 mil assinaturas”, disse, em sua live semanal pelo Facebook.

Bolsonaro afirmou que na próxima semana o TSE vai decidir se é possível colher assinaturas via eletrônica ou não. O Ministério Público Eleitoral já deu parecer contra a medida, ao responder a uma consulta feita pelo deputado federal Jerônimo Georgen (PP-RS).

O presidente disse que, se o recolhimento eletrônico de assinaturas não for permitido pela Justiça Eleitoral, esse processo vai demorar até um ano e meio. Ele repetiu o que disse pela manhã de que, caso isso ocorra, a nova legenda não conseguirá disputar as eleições municipais de 2020.

Na manhã desta quinta, Bolsonaro participou da primeira convenção nacional da Aliança, partido que ele busca criar após romper com o PSL, pelo qual se elegeu presidente no ano passado.

Para estar apto a disputar a eleição municipal do ano que vem, o partido precisa formalizar seu registro junto ao TSE até o início de abril. Para isso, são necessárias cerca de 492 mil assinaturas em pelo menos 9 Estados —que precisam ser conferidas pelos Tribunais Regionais Eleitorais de cada Estado.

“Estamos aguardando a decisão do TSE se pode ocorrer a assinatura eletrônica. O voto pode, assinatura não pode? Não sei. De acordo com a decisão, a gente vai saber se forma para março ou para o final do ano que vem”, disse Bolsonaro a jornalistas na saída do Palácio da Alvorada pela manhã.

“Se for possível (assinatura) eletrônica a gente forma o partido para março, se não for possível, eu não vou entrar em disputas municipais no ano que vem, estou fora”, acrescentou.

O presidente também acrescentou que o novo partido não contará com nenhum dos atuais ministro do governo. “Não vamos ter a participação do governo na criação do partido… para evitar interpretação equivocada de que estou usando a máquina pública para formar um partido, zero”, afirmou.

Por Ricardo Brito, em Brasília, e Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro

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