Os mercados acionários da Ásia fecharam acompanharam o mau humor de Wall Street nesta quarta-feira. Os investidores seguiram analisando o “acordo” fechado entre os governos da China e dos Estados Unidos. Recheado de dúvidas, o acordo de três meses não trouxe detalhes específicos sobre a guerra comercial entre os dois países. Porém, autoridades chinesas fizeram declarações que conseguiram conter a onda de vendas.

Ao final, o índice Hang Seng, bolsa de Hong Kong, ficou em queda de 1,62% aos 26.819 pontos e o Shenzhen Composite ficou em queda de 0,48% a 1.380. O índice Taiex, bolsa de Taiwan, ficou em queda de 1,65% 9.916. O índice XJO, bolsa de Sidney, ficou em queda de 0,78% a 5.668. O índice Kospi, Coreia do Sul, ficou em queda de 0,62% a 2.101.

O índice FTSE Straits Times, bolsa de Singapura, ficou em queda de 0,37% a 3.155. O índice Nikkei 225, bolsa de Tóquio, ficou em queda de 0,53% aos 21.919. O índice Sensex, bolsa da Índia, ficou em queda de 0,63% aos 35.905.

O mercado disparou na segunda-feira (03) depois do governo Trump dizer que os Estados Unidos e a China concordaram com um cessar-fogo temporário em uma disputa comercial, mas a confusão surgiu sobre o que foi acordado. Com isso, as bolsas de valores ao redor do mundo despencaram ontem.

Já nesta quarta-feira, um porta-voz do Ministério do Comércio da China disse em comunicado que começará a implementar medidas acordadas com os Estados Unidos “imediatamente”, reconhecendo o cronograma de 90 dias para negociações comerciais referenciado pelo presidente Donald Trump nesta terça-feira.

O índice Hang Seng HSI foi pressionado pelas ações de tecnologia, com a Tencent recuando 2,3%. As empresas de componentes de smartphones também despencaram, como a AAC, queda de 3,70%, e a Sunny Optical, queda de 7,3%. Os bancos também caíram, com HSBC abaixo 2% e o China Construction Bank, perda de 2,7%.

O índice Nikkei do Japão foi puxado pelas ações financeiras, com a seguradora Dai-Ichi Life perdendo 3,16% e o Nomura, queda de 3%.

Na Coreia do Sul, o Kospi também recuou com as ações da Samsung recuando 1,7%.

Indicadores

Na China, os dados do índice Caixin Composto – PMI (que abrangem tanto manufatura quanto serviços) apontaram para um aumento mais forte na atividade total de negócios em novembro. Notavelmente, o índice de produção composta subiu de uma baixa de 28 meses de 50,5 em outubro para 51,9 em novembro, para sinalizar uma modesta taxa de expansão.

O desempenho mais forte foi apoiado por uma recuperação da atividade em todo o setor de serviços, já que a produção industrial ficou estável pelo segundo mês consecutivo. O Índice de Atividade Empresarial de Serviços Gerais subiu de 50,8 para 53,8 em novembro, a partir do mínimo de 13 meses em outubro.

Na Austrália, o índice do Setor de Serviços – PSI – subiu 4,0 pontos, para 55,1 pontos (com ajuste sazonal), indicando um ritmo mais rápido de crescimento em novembro de 2018 em comparação com o mês anterior. O PSI australiano indicou expansão em cinco de seus nove setores em novembro (tendência). Houve resultados mistos nos setores de serviços voltados para os negócios. Os dados são do Governo da Austrália.

Na Austrália, o crescimento econômico desacelerou nos três meses até setembro, impulsionado por uma desaceleração nos gastos das famílias. Em 0,3%, o aumento do PIB real foi o mais fraco desde que a economia se contraiu no trimestre de setembro de 2016, vendo o crescimento ao longo do ano cair para apenas 2,8%.

Com o RBA prevendo que o crescimento do PIB será de 3,5%, em média neste ano e no próximo, o resultado lança dúvidas sobre se o próximo movimento nas taxas de juros oficiais provavelmente será maior, como o banco atualmente espera.


 

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