O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) deu mais um passo para o desenvolvimento do mercado secundário de renda fixa no Brasil.

Desta vez o principal objetivo é fomentar a ampliação do mercado secundário para os projetos relacionados a infraestrutura e com isso, aumentar a base de investidores e incrementar a liquidez de títulos de infraestrutura.

pasja1000 / Pixabay

BNDES conclui seleção da gestora do novo FIDC de Infraestrutura. Na última sexta-feira (16/11) o BNDES confirmou a JGP Asset Management como gestora do novo FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), que terá como meta aplicar recursos em debêntures incentivadas de projetos de infraestrutura. Este fundo já nasce com um capital de aproximadamente R$500 milhões.

JGP vence Votorantim e Itaú. Todo o processo seletivo ocorreu por meio de chamada pública e contou com a participação de oito instituições. Além da vencedora JGP, escolhida por apresentar melhor combinação de nota técnica e nota comercial, também participaram as  gestoras Votorantim Asset Management (2º lugar) e Itaú Asset Management (3º lugar).

Novo FIDC contará com ativos em carteira do BNDES. De acordo com informações do BNDES, o FDIC começará com um portfólio pré-existente, que atualmente compõem a carteira de debêntures de projetos do BNDES. Segundo o banco, essa estrutura contribui para a mitigação do risco de originação de ativos e de desenquadramento na Lei 12.431/2011, que proporciona benefício tributário para os cotistas do Fundo.

Qual o benefício? Além de criar mais uma fonte de financiamento para os projetos de infraestrutura em geral, reduzindo o papel do BNDES como o principal financiador dos projetos de infraestrutura no Brasil, o banco também espera aumentar a base de investidores e fomentar a liquidez dos títulos de infraestrutura no mercado.

Adicionalmente a isto, o BNDES pretende securitizar parte do seu atual portfólio, alienando ativos nos quais entende que já cumpriram suas missões institucionais.

A estratégia do BNDES, que não será cotista do FDIC, está alinhada com a meta de desenvolvimento do mercado de capitais de renda fixa e financiamento privado de longo prazo, viabilizando o “funding” e a implementação dos projetos que reduzem gargalos e geram empregos em infraestrutura.


 

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