· Operação possibilitará o atendimento a 362 mil novos domicílios (151 mil em Alagoas e 211 mil no Piauí)
·  Apoio se concretiza em momento crítico para o setor, com diminuição no consumo de energia em decorrência da pandemia de Covid-19
· Projeto deve gerar 2 mil postos de trabalho entre 2020 e 2023

 O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta segunda-feira, 27 de abril, financiamento para apoio do plano de investimentos da Equatorial Energia em Alagoas e no Piauí até dezembro de 2023. O apoio possibilitará a expansão do sistema de distribuição de energia, a contenção de perdas comerciais, a melhoria da qualidade do fornecimento de energia, a ampliação da base de clientes e o aprimoramento da operação do sistema elétrico.

O financiamento do BNDES viabilizará o atendimento a 362 mil novos domicílios, sendo 211 mil no Piauí e 151 mil em Alagoas, além da ampliação de 39 subestações e 3 linhas de transmissão e distribuição de energia nos estados. Também devem ser expandidos ou substituídos aproximadamente 1.400 km de redes de energia em baixa tensão no Piauí e 2.250 km em Alagoas. A expectativa é que sejam gerados 2 mil empregos durante a implantação do projeto.

Do total do financiamento de R$ 1,13 bilhão aprovado, R$ 643 milhões serão destinados à Equatorial Piauí e R$ 491,4 milhões à Equatorial Alagoas, respectivamente.
As empresas são resultado dos leilões de venda da Companhia Energética do Piauí (Cepisa) e da Companhia Energética de Alagoas (CEAL), realizados em 2018, por meio de um processo de desestatização modelado pelo BNDES.

Após ter aportado, por obrigação contratual dos leilões, quase R$ 1,3 bilhão em recursos próprios nas duas empresas, a Equatorial Energia investe agora, com financiamento do BNDES, em aumento de eficiência operacional, melhoria de gestão e da qualidade do serviço prestado.
Como consequência dos investimentos já realizados, as perdas comerciais de energia baixaram de 30,1% (PI) e 27,9% (AL) em 2017 para 20,4% e 27,0% em 2019, abaixo da meta da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A expectativa é que o plano de investimentos a ser realizado nos próximos anos diminua ainda mais esses índices, mantendo-os abaixo da meta.

Embora o plano de investimentos já fosse planejado pelo grupo, o apoio do BNDES se concretiza justamente em um momento crítico para o setor, que vem sofrendo com a queda do consumo industrial e comercial em decorrência dos efeitos econômicos da pandemia do Covid-19.

Equatorial Piauí – A empresa atua em uma área de 251,6 mil km2 e presta serviço a 3,2 milhões de habitantes, sendo 1,27 milhão de unidades consumidoras distribuídas em 244 municípios, com um consumo total de 3.408 GWh. Cerca de 22,6% desse total são de natureza comercial, e 5,9%, industrial, setores fortemente impactado pela crise decorrente da pandemia do novo coronavírus.

Equatorial Alagoas – Operando em uma área de 27.779 km2, com população de 3,3 milhões de pessoas distribuídas em 102 municípios, a companhia atende 1,16 milhão de unidades consumidoras, que absorvem cerca de 4.709 GWh. Desse total, 35,4% são relativos ao consumo industrial e 16,2%, ao comercial.

Grupo Equatorial Energia – Com sede em São Luís (MA), o grupo Equatorial atua nos segmentos de distribuição, transmissão, geração e comercialização de energia, além de telecomunicações. No segmento de distribuição, além de Piauí e Alagoas, a holding atua no Maranhão e no Pará.

 


 

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