. Visa combater efeitos da pandemia 

. Bolsonaro participou do anúncio

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Gustavo Montezano, anunciou junto ao presidente Jair Bolsonaro 4 medidas econômicas que visam a injetar R$ 55 bilhões na economia. O objetivo é mitigar os efeitos econômicos da pandemia de coronavírus, que já infectou 1.128 brasileiros.

Eis 1 resumo:

  • R$ 20 bilhões – transferência de recursos do PIS/Pasep para o FGTS, possibilitando novos saques ao trabalhador. A operacionalização será feita pelo Ministério da Economia e já havia sido divulgada pelo governo. Ou seja, o pacote do BNDES é menor do que foi anunciado;
  • R$ 19 bilhões – refinanciamento para operações diretas com o BNDES;
  • R$ 11 bilhões – refinanciamento para operações indiretas com o BNDES;
  • R$ 5 bilhões – capital de giro para micro, pequenas e médias empresas.

O anúncio foi feito online. Bolsonaro participou da residência presidencial, o Palácio da Alvorada. Durante a transmissão, o presidente disse estar preocupado com a manutenção dos empregos no país.

“Ele [coronavírus] pode ser fatal para certas camadas da sociedade –os mais idosos e aqueles com problemas de saúde. Isso nos preocupa e muito. É a vida em 1º lugar. Mas, por outro lado, não perdermos emprego é muito importante. Afinal de contas, as pessoas que trabalham com essas que podem ser infectadas lá na frente tem que ter a garantia do seu emprego”.

Montezano afirmou que as medidas anunciadas neste domingo visam beneficiar 150 mil empresas que empregam duas milhões de pessoas. “É uma crise transitória. Daqui a alguns meses a gente vai voltar a ter as nossas vidas normais. É importante manter essas estruturas estabilizadas”, afirmou.

As medidas de refinanciamento durarão 6 meses. O período, no entanto, pode ser expandido se a crise de coronavírus persistir.

O presidente do banco informou que outras medidas serão anunciadas nas próximas semanas. Em estudo estão:

  • Estados e municípios – de R$ 10 bilhões a R$ 20 bilhões de liquidez para os entes federativos. O tema está sendo debatido com a Secretária de Tesouro;
  • Companhias aéreas – o banco está estudando medidas para todo o setor. Montezano antecipou, no entanto, que os recursos deverão ter que ser usados para operações brasileiras;
  • Turismo, bares e restaurantes – “Nosso objetivo é ter mecanismos que assumam riscos para esses empreendedores. Na hora que a gente conseguir fazer 1 fundo ou uma garantia que dê esse fôlego para o setor cruzar a ponte, o capital está disponível.”


 

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