O Banco Central deverá cortar sua taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual novamente na quarta-feira para ajudar a economia brasileira, que mergulha em uma recessão acelerada devido a medidas de isolamento, mostrou uma pesquisa da Reuters.

Com a atividade já passando pelo que parece ser a maior queda trimestral já registrada, e as empresas quase incapazes de vender seus bens e serviços, a inflação não é mais uma ameaça que impediria mais flexibilização monetária. [ECILT/LTAM]

O Comitê de Política Monetária (Copom) deve estender o ciclo de corte de taxas iniciado no ano passado para alimentar uma economia que já estava em ritmo lento antes da pandemia de coronavírus, prejudicando as promessas de crescimento do presidente Jair Bolsonaro.

“A gravidade da situação ficou mais clara desde a última reunião do Copom”, disse Etore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, em São Paulo. “A condição crítica da economia prevalecerá nas decisões políticas”.

Em um sinal de quão rápidas as condições econômicas estão em declínio, a taxa de desemprego no Brasil subiu para 12,2% nos três meses até março, marcando o maior aumento em três anos, embora o coronavírus não tenha sido o principal fator.

A redução esperada seria a sétima desde 7 de julho, quando a taxa Selic ficou em 6,5%, e a deixará em um nível recorde mínimo de 3,25%, após um corte de 0,5 ponto percentual em uma reunião de março, segundo 26 economistas consultados entre 27 e 30 de abril.

Prevê-se que o Copom diminua novamente a taxa para 3% em algum momento deste trimestre, abaixo da taxa de final de ciclo de 3,25% esperada em uma pesquisa anterior da Reuters em abril, e permaneça lá por um ano inteiro antes de começar gradualmente a subir.


 

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