Workshop  da ANEEL, sobre limites do PLD, lotou teatro da FIESP, ontem em SP.

Mais de 350 pessoas lotaram o teatro da FIESP nesta quarta-feira.15/5, em São Paulo, para acompanhar o Workshop Internacional Limites de Preços do Mercado de Curto Prazo, realizado pela ANEEL.

Além do público presencial, mais de 120 pessoas  acompanham online os debates, que contam com a presença de toda a diretoria da ANEEL, além do secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Cyrino, e especialistas do setor.

Foi anunciado no encontro que a Agência Nacional de Energia Elétrica abrirá nas próximas duas semanas a audiência pública sobre a metodologia de definição dos limites do PLD. A ideia é de ter o novo formato aprovado até o final de julho e colocado em vigência a partir de janeiro de 2020. Entre as ideias que podem entrar na Nota Técnica do tema está uma possível adoção de dois limites de preços para o principal indicador do mercado de curto prazo.

Em sua fala na abertura do evento, o diretor-geral da ANEEL , André Pepitone,  destacou o compromisso da agência com a transparência em seus processos regulatórios.

 

 

“Esse debate, com especialistas nacionais e internacionais, antes mesmo da abertura da Audiência Pública sobre os limites do PLD, é um excelente sinal para o mercado, uma demonstração de transparência, diálogo e compromisso com a previsibilidade e participação da sociedade”, disse Pepitone.

Sobre a divisão do PLD o executivo da ANEEL disse que a metodologia está praticamente pronta para ser colocada ao mercado. Ele explicou que a nota técnica com a proposta inicial para o tema leva em consideração modelos utilizados em outros mercados e que são considerados benchmark mundial. Contudo, ressaltou que é importante não esquecer a realidade do setor elétrico nacional.

A diretora da ANEEL Elisa Bastos , relatora do processo que trata do limite de preço do mercado de Curto prazo, disse que a ideia é abrir a audiência pública sobre o assunto no fim de maio, para que o regulamento  possa ser votado pela diretoria colegiada em julho, entrando em vigor no início de 2020. “Queremos uma proposta aderente e coerente com as necessidades do setor”, disse a diretora.O diretor Efrain Cruz ressaltou a importância de a diretoria ir a São Paulo ouvir a opinião do mercado sobre o assunto. “Diálogos como esse conferem previsibilidade e segurança ao processo regulatório”, disse Efrain.

Em sua fala na abertura do evento, o diretor Rodrigo Limp disse que a definição dos limites do PLD deve buscar o equilíbrio. “Essa é uma discussão de grande complexidade, que afeta o setor como um todo. É preciso buscar o equilíbrio entre a sinalização econômica e a mitigação de riscos sistêmicos”, disse.

Para o diretor Sandoval Feitosa, mudanças como essa precisam se feitas com previsibilidade. “Fazemos isso indicando quais caminhos seguir e ouvindo as contribuições do setor “, disse.

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