SÃO PAULO (Reuters) – O pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, disse nesta terça-feira que o empresário Josué Gomes, indicado pelo blocão para ser seu companheiro de chapa, é um grande nome, mas ressaltou ser necessário aguardar para a definição da vice.

“O Josué foi lembrado como candidato a vice-presidente da República pelo PR e pelo bloco. É um grande nome, um grande empreendedor”, disse Alckmin a jornalistas após evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham) em São Paulo.

“A conversa minha (com ele) foi muito boa. Aliás, já está na campanha, já está trabalhando, empenhado. Se vai ser candidato a vice ou não, vamos aguardar”, disse o tucano, acrescentando que a definição do candidato a vice “é uma construção” com os aliados.

Alckmin evitou falar em um “Plano B” caso Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar e dono da Coteminas, decida não ocupar a vaga.

Indagado se o ex-governador de Goiás Marconi Perillo está mantido no posto de coordenador político de sua campanha, após relatos de que a saída de Perillo, adversário político regional do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), seria uma das exigências do blocão, Alckmin disse que a coordenação será colegiada.

“Continua”, disse, referindo-se a Perillo. “Mas nós vamos fazer uma coordenação colegiada. Os outros partidos também vão participar e têm grande contribuição a dar.”

O blocão fechou apoio a Alckmin na semana passada depois de uma reunião com o presidenciável tucano em São Paulo. O anúncio formal da aliança com o grupo —formado por PP, DEM, PR, PRB e Solidariedade— deve ser feito na quinta-feira desta semana.

O acerto dá a Alckmin o maior tempo de TV na propaganda eleitoral e foi uma vitória do tucano, já que o blocão também vinha sendo assediado pelo pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, e partidos do grupo vinham sendo cobiçados por outros adversários, como Jair Bolsonaro (PSL), que conversava com o PR, e o PT, que deve formalizar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A candidatura de Alckmin, que disputará o Planalto pela segunda vez, depois de ser derrotado em 2006, deverá ser formalizada na convenção nacional do PSDB, marcada para 4 de agosto em Brasília.


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