Associação diz que já atende a requisitos na carteira de projetos de geração eólica do banco estatal

Mal tomou posse e Joaquim Levy já é visto pelos analistas como um entusiasta em projetos de energia no país, além das privatizações. Um ponto fundamental na gestão que terá à frente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social -BNDES-, é a procura por uma maior solidez na carteira de projetos financiáveis pela estatal e já é uma realidade no que diz respeito ao segmento de energia eólica. Altamente dependente dos recursos da instituição, que apoia aproximadamente 95% dos parques já finalizados ou em andamento no país, o setor conta com essa “vantagem” para manter a proporção relevante de acesso ao crédito público.

“O discurso do Levy nos deu conforto. A diretriz que ele quer adotar na política do BNDES já atende bem à realidade do setor de renováveis e de eólica em particular. Nosso pipeline já é estruturado e extremamente eficiente”, comenta Elbia Gannoum,  presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica- Abeeólica- . Ela destaca que as diretrizes agora reforçadas pelo novo comando do banco vêm sendo implantadas a muito tempo pelo banco estatal.

Somente nos nove primeiros meses de 2018, o BNDES desembolsou R$ 2,84 bilhões para a viabilização de eólicas, valor bem inferior ao liberado entre janeiro e setembro de 2017: R$ 4,85 bilhões. Os montantes, que incluem compra de equipamentos e obras de construção, correspondem a cerca de 70% dos recursos totais empreendidos nos projetos – a menor parte vem de equity (capital próprio) dos empresários e de demais fontes. Em paralelo, o surgimento do Banco do Nordeste como “rival” do BNDES movimentou o setor.

Gannoum explica que a entrada de um outro órgão público foi benéfica, principalmente por ter criado um benchmark para os empreendedores, algo que até então não havia, além de ter ampliado os canais de acesso a crédito. Ainda incipiente, o mercado de capitais, diz a executiva, ainda atua mais como estruturador de operações financeiras, mas não como financiador de grandes projetos. “É ilusão buscar nos bancos privados esse papel. Aqui  e lá fora os prazos de financiamento de banco privados são limitados em 10 anos, enquanto os bancos públicos dão 15 anos”, comenta a presidente.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Abeeólica

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