As últimas eleições brasileiras nos mostraram a força das redes sociais e a brutal mudança dos hábitos da população brasileira, que cada vez mais está conectada em todos os assuntos importantes para a maioria e até mesmo aqueles menos importantes para muitos, mas de suma importância para grupos específicos. Tudo isso já foi previsto num dos mais importantes livros publicados sobre o assunto, A Cauda Longa (The Long Tail) escrito por Chris Anderson já em 2006. Esse livro é imperdível.

É óbvio que tudo isso acontece graças a uma evolução tecnológica cuja essência foi a criação do primeiro circuito integrado, que possibilitou o aparecimento dos microprocessadores, os computadores de uso pessoal e, na sequência revolucionou as telecomunicações. O circuito integrado é uma verdadeira “lagarta” que vai devorando tudo ao seu redor.

Essa evolução gerou uma verdadeira epidemia, eliminando do cenário mundial importantes organizações que não conseguiram, e continuam não conseguindo, vislumbrar o quê futuro trás.

Na década de 90 ocorreu a morte da maioria das empresas de computadores, que produziam os “cérebros eletrônicos” – os Main Frames. PCs, tablets, smartphones são fabricados por empresas voltadas ao consumo da massa, com enorme penetração em qualquer nível social de países desenvolvidos e com maior ênfase em países em desenvolvimento em que as novas tecnologias permitiram a rápida implantação de infraestrutura barata e eficiente para atender a demanda, até então, não atendida.

O mesmo ocorreu e ainda ocorre com empresas que fabricam e mesmo provêm serviços de telecomunicações.  A simplificação dos sistemas, a facilidade de implantação faz com que pequenos operadores independentes ofereçam serviços de conexão de rede, de boa qualidade e baixo custo, pois não requerem grandes estruturas gerenciais, à imensa quantidade de municípios que são, sistematicamente, ignorados pelas grandes operadoras.

Muito provavelmente, o próximo segmento a ser atingido pela “epidemia tecnológica” é o setor bancário, que continua auferindo lucros, como diria um dileto amigo, indecentes num País com uma pobreza endêmica.

É desnecessário comentar sobre a epidemia que já se instalou no segmento dos serviços de informações e entretenimentos, para a qual não existe antídoto que consiga elimina-la. É só questão de tempo e os reinos do segmento da mídia vão aos poucos ruindo.

Mas a “lagarta” já tem um novo canteiro de material muito suculento!

Sempre admirei os Suíços, dos quais também, com muito orgulho, sou descendente. Esse povo vota quase que toda a semana! Pela internet! Qualquer assunto que afete a comunidade cantonal ou nacional, é colocado em votação para que a população descida!

Os mais recentes episódios que ocorrem no apagar das luzes de um governo agonizante, que o povo brasileiro assiste impassível, infelizmente, jamais ocorreria caso estivéssemos no mesmo nível de evolução do povo suíço. Não se veriam projetos absurdos aprovados por um Congresso totalmente comprometido com interesses escusos, em conluio com instituições que deveriam estar dando exemplo, como é o caso do Judiciário, que é, simplesmente incapaz de entender o Momento Histórico que o País atravessa. Somente alguns ministros não notaram isso!

Concluindo, será que precisamos de tantos deputados e senadores que consomem grande parte do dinheiro arrecadado de um Povo pobre, obrigado a se submeter às mais altas taxas de impostos? Com certeza se o Povo, sem a intermediação de parlamentares que não defendem realmente os seus interesse, pudessem votar nas matérias importantes, com certeza teríamos um País bem melhor!

Que a preciosa “lagarta” chegue logo à essa horta!

por José Luiz N Frauendorf , Dezembro 2018


 

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