Faz diferença em quem votaremos?

A tendencia natural é responder “lógico que sim”. São os destinos da nação que estão em jogo. Eleger gente honesta, competente e experiente faz toda a diferença.

Será mesmo?

O Brasil criou um sistema com a roupagem da democracia, incluindo todas as formalidades que caracterizam um ambiente de livre escolha. Mas infelizmente, a meu ver, trata-se apenas de uma casquinha para dar a aparência de um estado de direito.

Quem manda no Brasil é uma bancada numerosa (majoritária) de politicos de um “amplo espectro ideologico” conhecida por centrão. Detem o maior tempo de televisão, o maior orçamento para as campanhas e a maior capacidade de articulação.

Não fazem questão alguma de ter nomes para preencher os cargos supostamente mais importantes com presidente, governadores e mesmo prefeitos. O negócio principal é ter uma bancada numerosa (deputados e senadores) para poder controlar de fato do Executivo, o Legislativo e até mesmo o Judiciário.

O centrão não precisa, com esta estratégia, se desgastar com a sistemica e péssima gestão dos eleitos ao Poder Executivo. O que vale de fato é a possibilidade de comandar os principais orçamentos do país e os grupos do poder a eles associados.

Enquanto isso continuamos com a renda per capta das mais baixas entre os emergentes, sem condições realistas de aspirar por uma posiçlão melhor e com a ilusão que nosso voto fará alguma diferença!

 


 

Brazil & elections: Does it make a difference?

The natural tendency is to respond “yes, of course”. It is the destinies of the nation that are at stake. Choosing honest, competent and experienced people makes all the difference.

Really?

Brazil has created a system with the guise of democracy, including all the formalities that characterize an environment of free choice. But unfortunately, in my opinion, it is just a little cone to give the appearance of a state of law.

Who rules in Brazil is a large (majority) group of politicians from a “broad ideological spectrum” known as the center. They have the longest television time, the largest campaign budget, and the best articulation capacity.

They make no point in having names to fill the supposedly most important positions as president, governors and even mayors. The main business is to have a large number of seats (deputies and senators) so as to control de facto the Executive, the Legislative and even the Judiciary.

The strategy is a great one considering that despite the terrible, never ending super bad management of the elected ones. What matters is the possibility of commanding the country’s main budgets and the power groups associated with them.

Meanwhile we continue with the per capita income of the lowest among the emerging countries, without realistic conditions to aspire for a better position and with the illusion that our vote will make some difference!


 

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Rafael Herzberg
Rafael Herzberg é consultor independente para assuntos de energia por mais de 30 anos. Premiado no Brasil e Estados Unidos por cases de eficiência energética, geração on-site e projetos to-the-fence. Palestrante no Brasil e Estados Unidos em eventos de energia. Presta consultoria para clientes consumidores de energia (indústria, comércio e instituições), ofertantes de soluções em energia, concessionárias e comercializadores de energia além de ser convidado para atuar em casos de arbitragem de contratos de energia.
http://pontoon-e.com

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