5 riscos “Brasil”

A percepção de riscos do país subiu fortemente nos últimos tempos. As razões são muito bem conhecidas e não precisam ser repetidas!
O aspecto que merece consideração está ligado a um perigo: as decisões dos investidores estão mudando.  Em vez de aportarem recursos financeiros no Brasil há uma ostensiva e legítima “aversão ao risco”.

  1. Selecionadas industrias eletrointensivas preferiram – por exemplo –  vender seus contratos de energia, encerrar suas atividades locais e abrir ou ampliar em outros países.
  2. Empresas não consideram mais “apenas” os cálculos financeiros de retorno para avaliar o interesse e a conveniencia de tocarem projetos no Brasil – agora o risco país se tornou um entrave importante.
  3. Os custos locais de obtenção de energia se mostram tão altos que mesmo as economias com atividades clássicas como projetos de eficiencia energética, geração local e contratação de energia em longo prazo  não apontam para uma situação verdadeiramente competitiva.
  4. A recessão destes últimos anos, o PIB anêmico atual e fuuturo apontam para uma atitude defensiva – e não a de apostar “na retomada”. Grande parte da inteligencia das empresas e instituições foi perdida por conta da necessidade de reduzir seus custos. Não há mais capital humano para um rol de iniciativas!
  5. A falta de previsibilidade das regras do setor elétrico, a fragilidade das instituições mais importantes, a inadimplencia envolvendo a CCEE e a judicialização sem fim, são fatores que concorrem para uma avaliação muito negativa do ambiente de negócios envolvendo energia.

Qual é a saida desta situação? Que não nos enganemos: sem uma decisão importante não há como  “virar a mesa”. Infelizmente, entretanto, não há sinais de mudança.
 


 

Brazil: 5 country risks

The country’s perception of risks has risen sharply in recent times.
The aspect that deserves consideration is linked to a danger: the decisions of the investors are changing. Instead of providing financial resources in Brazil there is a ostensible and legitimate “risk aversion”.

  1. Selected heavy energy users preferred – for example – to sell their power contracts, shut down their local activities and open or expand in other countries.
  2. Companies no longer consider “only” the financial return calculations to assess the interest and convenience of developing  projects in Brazil – now country risk has become a major hindrance.
  3. Local power costs are so high that even savings with classic activities such as energy efficiency projects, local generation and long-term energy contracting do not point to a truly competitive situation.
  4. The recession of recent years, the current and future anemic GDP point to a defensive attitude. Much of the intelligence of companies and institutions was lost because of the need to reduce their costs. There is no available human capital for a number of initiatives!
  5. The lack of predictability of the rules of the power sector, the fragility of the most important institutions, delinquency involving the official power clearinghouse and endless “judicialization”, are factors that contribute to a very negative evaluation of the business environment involving energy.

What’s up then? Let us face it: without important decisions regarding the power sector there is no way to “turn around”. Unfortunately, however, there are no signs of change.


 

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Rafael Herzberg
Rafael Herzberg é consultor independente para assuntos de energia por mais de 30 anos. Premiado no Brasil e Estados Unidos por cases de eficiência energética, geração on-site e projetos to-the-fence. Palestrante no Brasil e Estados Unidos em eventos de energia. Presta consultoria para clientes consumidores de energia (indústria, comércio e instituições), ofertantes de soluções em energia, concessionárias e comercializadores de energia além de ser convidado para atuar em casos de arbitragem de contratos de energia.
http://pontoon-e.com

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