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CPFL Energia aposta em operações não reguladas como vetor de crescimento

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A CPFL Energia aposta no segmento de negócios não regulados como um caminho que ajudará no crescimento da companhia. Hoje essa linha de atuação representa cerca de 6% do resultado Ebitda (antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia. A empresa não aponta um número, mas afirma que poderá aumentar muito essa participação no resultado operacional da empresa centenária.
Por enquanto, a empresa trabalha com investimentos da ordem de R$ 157 milhões para o ciclo de 2017 a 2021. Mas, como esse ciclo de planejamento é divulgado em meados de todos os anos é possível que possa ser revisado para o período de 2018 a 2022, explicou Fabiana Avellar, diretora de Inteligência de Mercado da CPFL Energia. “Nosso foco está em geração distribuída e eficiência energética, no lado da comercializadora estamos investindo muito em tecnologia, em ferramentas para o digital ficar cada vez mais presente na vida dos clientes e olhando para os movimentos do futuro”, afirmou a executiva.
No escopo desse futuro está a ampliação do mercado livre que a CP 33 poderá trazer ao mercado nacional, principalmente com a abertura do acesso aos clientes de alta tensão e ao comercializador varejista caso se confirme a obrigatoriedade de consumidores abaixo de 1 MW estarem conectados por esta figura que existe há cerca de 18 meses, mas cujo mercado ainda patina.
Daniel Marrocos, presidente da CPFL Brasil, exemplifica que a comercializadora varejista do grupo, uma das primeiras habilitadas pela CCEE, tem atualmente cerca de 10 clientes nessa modalidade, o que representa cerca de 90% desse mercado. “Acontece que este é um produto que compete no mercado da comercialização tradicional e o varejista tem que embutir aos custos da energia a sua operação na CCEE, e ainda os encargos, sazonalização e todo o custo que ele paga em separado para atuar na câmara. Com isso o consumidor pode optar pela comercialização tradicional quando a avaliação se dá pelo preço que paga pela energia”, comentou. Agora, a partir do momento que este segmento ganha escala, aí sim poderá aumentar seu volume de negócios. Para isso, a empresa deverá ser mais ágil e ter produtos mais padronizados assim como seu contato com o consumidor, que deve se dar também de forma padronizada. Nesse sentido, o uso de ferramentas por meio da tecnologia ganha importância e eficácia.
Segundo relato da CPFL, a geração distribuída vem crescendo muito e, por isso, não faz sentido acessar o cliente de maneira individualizada por meio da comercializadora tradicional. E como resultado, a empresa centralizou as ações nesse nicho de mercado não regulado em uma diretoria apenas, a Comercial Estratégica, para oferecer soluções completas de acordo com  a necessidade do cliente. Nesse campo estão ações de eficiência energética, GD e outras que são complementares e que se associadas proporcionam economia maior do que ações individualizadas.
A CPFL Brasil registrou um crescimento de 50% na carteira de consumidores finais em 2017. Apesar de esperar nova expansão o índice dessa curva ascendente deverá ser mais comportado. Isso porque a estimativa é de um movimento de migração mais moderado para o mercado livre ante o que se viu no ciclo a partir de 2015 até o ano passado. Em 2018 o crescimento não deverá ser tão elevado porque o período úmido deixou o PLD em patamar mais baixo e a hidrologia está próxima à média histórica, mesmo com os reservatórios ainda em patamar de acumulação mais baixo do que no mesmo período do ano passado. Segundo a avaliação da empresa, esse cenário tem feito com que os preços estejam mais comportados.
Por isso, a perspectiva atual é de que uma próxima retomada do ritmo de migrações poderá ocorrer apenas em 2019 com a continuidade do aumento de tarifas no ACR. Contudo, há um fator limitador que é a disponibilidade de energia incentivada para essa migração. Para evitar esse problema, volta à tona as discussões acerca de formas de financiar esses investimentos em fontes que atendam os requisitos de fornecer energia ao mercado livre especial.
“Temos conversado com o regulador para que seja viabilizado o mecanismo de excedente de energia que as distribuidoras podem fazer via leilões públicos para a venda dessa energia na fonte incentivada para o mercado livre e, ao mesmo tempo, ajustar o balanço dessas concessionárias e trazer maior liquidez para o ACL”, comentou Marrocos. Outro ponto levantado foi a proposta das garantias rolantes idealizado pela Abraceel junto ao BNDES que ainda não teve o projeto piloto iniciado.
A perspectiva de crescimento em 2018 é de cerca de 10%, resultado da retomada da economia cuja estimativa é de participar com 3% a 4% de aumento do consumo, mais algum movimento de migração que pode contribuir na casa de 5%.

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