De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os 15 empreendimentos de geração contratados devem gerar no total 4,5 mil empregos nos oito estados em que os projetos serão construídos.

O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) aprovou, por unanimidade, a viabilidade ambiental do empreendimento de Substituição Tecnológica das unidades 1 e 2 da usina Termelétrica Piratininga UTE – STP, da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae). A aprovação pelo Consema permitirá a emissão da licença prévia, habilitando a Emae a participar do leilão de energia, que será promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em outubro.

Com investimentos estimados em US$ 2,5 bilhões, o empreendimento consistirá na instalação de dois blocos independentes de geração de energia elétrica a gás natural, com potência total de 2.554,8 MW, para substituição das unidades 1 e 2 da Usina Termelétrica Piratininga, instalada em 1954, atualmente existentes.

O Bloco 1, que terá produção de 1.736,8 MW, será composto de três turbinas a gás com geradores e 1 turbina a vapor com gerador. Já o Bloco 2 será composto de duas turbinas a gás com geradores e 1 turbina a vapor com gerador. Sua produção será de 818 MW de energia.

O projeto teve início em 2015 com a chamada pública que selecionou empresas interessadas em realizar a implantação e exploração de usinas termelétricas a gás natural em parceria com a Emae. Pela chamada, a empresa disponibilizava os ativos locacionais, como terreno, conexão à rede de alta tensão e demais infraestruturas. A empresa assumiu também o licenciamento ambiental do empreendimento.

A área de 170 mil m² da Emae é considerada estratégica em função de sua localização. Além de estar no centro de carga do país, os terrenos estão próximos aos pontos de conexão com sistemas de
transmissão elétrica em 88kV, 230kV e 345kV e ao gasoduto, facilitando a distribuição da energia na rede e o acesso do gás natural para geração.

A região também é estratégica devido a disponibilidade de fontes para captação de água (Canal Pinheiros e Reservatório Billings) para os sistemas de refrigeração, condensação, caldeira e serviços em geral. O novo empreendimento não utilizará mais água do que as unidades que estão sendo substituídas, afirma a Emae.

A Emae é uma empresa de capital aberto, cujo controle pertence ao Estado de São Paulo. É detentora e operadora de um sistema hidráulico e gerador de energia elétrica, localizado na Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista e Médio Tietê, com capacidade total instalada de 935 MW. A Empresa possui, também, uma usina termoelétrica na capital, atualmente arrendada para a Baixada Santista Energia – BSE e uma subsidiária integral denominada Pirapora Energia, detentora da Pequena Central Hidroelétrica Pirapora, de 25 MW de potência instalada.

 

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